Bye, bye NY e blog

Bom, depois de um mês escrevendo nesse blog, esse é o último post… O sábado foi triste. Acordei cedo pra tomar um banho com calma, me arrumar e terminar de fechar a mala, mas qual não foi minha surpresa ao descobrir que nada estava cabendo 😛 Sim, apesar de ter usado uma sacola grande e de ter expandido minha mala, quando eu fui fechar caiu tudo que eu tinha arrumado com tanto carinho e pra piorar: não tava dando nada! Fiquei desesperada, porque já eram 10:30 e a mulher tava me ligando pra eu liberar o quarto até as 11h, aí a solução foi pegar uma sacola extra e o cadeado de reserva que eu tinha comprado e sair jogando tudo o que desse lá dentro pra desocupar espaço. Feito isso (já pingando de suor e puta), tive que me virar nos 30 pra descer com 3 malas pra recepção, porque lá ninguém lhe ajuda….

Como tinha organizado tudo até 11h e o transfer só ia me buscar de 14h, chamei Derla, uma brasileira que mora lá também e com quem eu sempre conversava, pra almoçar comigo antes de ir embora. Os planos eram comer no Shake Shak e ir passear um pouco no Central Park, mas como fiquei com medo de perder a hora e já tava meio em cima, acabamos indo no French Roast, restaurante da esquina mesmo que serve de tudo.

De 14h o motorista chegou e eu fui pro La Guardia começar minha peregrinação rumo a Recife… esse post foi escrito no Rio, enquanto eu mofava na porra do aeroporto esperando pra despachar a bagagem e embarcar. Como cheguei muito cedo, não me deixaram fazer o checkin antes das 13h, por que eu não sei.

Antes de finalizar, vou colocar uma listinha aqui de coisas que aprendi nesse um mês de intercâmbio em NY:

1. Do it yourself: americano adora automatizar os processos e na maioria das vezes vai ser você resolvendo sua vida sozinho com a ajuda de alguma máquina.

2. Não espere ajuda: o tópico 1 explica isso… o povo lá faz tudo sozinho e se vira de boa sem precisar de ajuda de ninguém, aí quando chega estrangeiro perguntando as coisas, eles ficam com má vontade de responder e não lhe ensinam nada, só indicam algumas coisas e você que descubra só.

3. Nova Iorquino é grosso! Esse mérito não é só dos argentinos, gente. A galera lá parece que chupou limão o dia todo. É cara feia o tempo inteiro, fora quando não lhe respondem direito alguma coisa, são impacientes ou nem olham pra sua cara. E pior ainda é quando olham como se fossem superiores. Abuso! Mas claro que tem suas exceções.

4. Existe gente prestativa: sim, apesar de eu ter achado muitos dos americanos grossos e mau humorados, tem aquelas pessoas que são gente boas e que ajudam sem problemas. Se você quiser uma informação de metrô, por exemplo, e a pessoa notar que você é turista, ela ensina o caminho mais fácil e tenta dar o maior número possível de informações pra te ajudar a chegar no local que você quer.

5. Nova Iorquino não gosta que indavam seu espaço. Pois é, a galera lá e assim: preocupada em ter seu epaço e em não atrapalhar o espaço dos outros. Então, se passar na frente de uma pessoa e ela  estiver vindo na sua direção, ou se eu esbarrar nela sem querer, aguarde que vai vir uma cara feia do tamanho do mundo. Agora se você usar sempre com lincença e pedir desculpa todas as vezes em que passar pelo caminho de uma pessoa, ou trombar com ela, aí sim é de boa. Fico pensando o porquê desse complexo em uma das cidades mais populosas do mundo.

6. Em NY não tem só fast-food: muito pelo contrário, lá tem vários restaurantes, patisseries e lanchonete bons que vendem comida mais light, natural e orgânica, como o Pret a Manger, que foi meu principal local de almoço durante esse mês e até o Starbucks mesmo. Ou seja, só vai pra engordar quem quer. Claro que não pode deixar de comer as coisas gostosas que tem lá, tipo, hamburguer, milk shake, pizza etc, mas dá pra se controlar, até porque fast-food lá não é mais barato que algumas comidas mais lights.

7. Moedas americanas se multiplicam que nem formiga. Tente gastar todas! Como eles realmente fazem questão de dar 1 ou 2 cents de troco, coisa que não acontece no Brasil, eles tem paciência de esperar você catar suas moedinhas pra dar o valor certinho se quiser gastar suas moedas também.

8. O metrô de NY não é difícil, mas tem muitos detalhezinhos, o ideal é que você ande sempre com um mapa na bolsa, seja dia ou seja noite, pra se situar sobre que linhas pegar, aonde descer, etc. Tem várias apps pra Android e iPhone também (eu usei o Embark NYC), mas sua internet nem sempre pega, então é bom ter o velho mapa em mãos quando precisar. Se perder no começo também acontece, mas não precisa se preocupar, é só ver o sentido que você pegou (Uptown-Bronx / Uptown-Queens / Downtown-Brooklyn) e ir pro lado certo esperar o próximo trem.

9. De junho a setembro (pelo menos o começo) é calor até umas horas, com clima seco e abafado. Ou seja, muito short, muito vestido e muita água (comprei uma garrafinha pra levar na bolsa) ajudam a suportar essa cilada. O tempo de NY é imprevisível, as vezes chove, as vezes não, tudo de uma hora pra outra. Então é sempre bom ter uma sombrinha em mãos, porque tudo pode acontecer em agosto 😛

10. Tamanho de roupa e sapato nos EUA é totalmente doido. Comprei de blusa P a G comprei calça XG, comprei sapato 40, 39 e 38, comprei vestido S, enfim… você chega com os seus tamanhos todos anotadinhos e quando chega lá nunca é o que você anotou 😛 É melhor ir pelo olhômetro, ou sair experimentando tudo até que um fique bom mesmo.

Bom pessoal, depois de 30 dias e 30 posts, esse blog vai ficar por aqui só pra recordação. Próximo ano eu planejo outra viagem pra escrever tudo de novo! Hehehe.

Beijos,

Eduarda

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