Williamsburg, Pier 17, Max Brenner, balada

O sábado (dia 1), foi bem movimentado. Depois de acordar na sexta e me ligar que faltava só uma semana pra eu ir embora de NY, comecei a me desesperar pra fazer um monte de coisa que queria e ainda não tinha tido a chance. Como só tinha conhecido o Central Park aqui, resolvi ir pro East River Park pra dar uma olhada. Peguei o metrô tudo certinho, mas acabei me distraindo e fui bater no Brooklyn hahaha já que tava lá mesmo, peguei o local train que vai até a Bedford Avenue, em Williamsburg, e desci lá pra conhecer. A avenida é mais uma rua do que qualquer outra coisa, porque não é tão larga, nem tão movimentada, mas é cheia de coisinha interessante pra olhar: tem bares e restaurantes diversos, tem antiquários, lojas de roupas e um monte de barraquinha de artesanato e antiguidades espalhadas pelas calçadas (pelo menos no sábado tava assim). Caminhei a avenida toda, dei uma olhadinha em algumas coisas, mas como não tinha mais nada pra fazer, resolvi voltar. Desisti de ir até o East River e decidi mudar a programação, fazendo Charging Bulls e Pier 17 de uma só vez.

Bedford Avenue, Williamsburg

Eu acho que meu senso de direção não tava muito bom, porque eu jurava que os dois eram próximos, mas não consegui achar esse touro de jeito algum. Acho que meu destino é ser pobre, só pode! Me recuso e ir embora de NY sem tocar nas bolas dele hahaha quero ficar ryca! Anyway, resolvi descer em Wall Street e andar por ali pra ver se achava o Pier 17. A área é meio vazia fim de semana, porque é uma área de negócios e comércios, mas tem umas lojas, salões de beleza, lanchonetes e restaurantes perdidos que você acha por lá abertos. Nessa minha caminhada cheguei até o Potbelly, um lugar que vendia sanduíches estilo Subway, mas um pouco mais simples e muito mais gostosos, que também tem breakfest, sopas, shakes e outras coisas. Pedi um de rosbeef com queijo e tava delícia. O milkshake deles também é muito bom, achei tão gostoso quanto o do Shake Shak. O ambiente era bacana e vi que tinha espaço pra música ao vivo. De lá eu caminhei até a South Street Seaport (fica a umas 3 quadras do Potbelly) e fui bater direto no Pier 17. Ai, que lugar mara! Era um dos locais que eu mais queria conhecer e achei muito bom! Tava tendo uma feirinha de artesanato na frente do Pier, tinham alguns navios expostos (em alguns deles você podia passear) e dentro da própria área do Pier mesmo ficavam uns vendedores de artesanato e o shopping dentro do prédio. O local é bem animado, com música ao vivo e um monte de programação pra turista (como o passeios de barco, exposições, etc). Qual não foi minha surpresa ao chegar lá e ver que tinha uma área destinada a divulgação de Recife? Com o tema Visit Recife, a galera montou um espaço que informava sobre as programações turísticas da cidade, falava de Recife como uma das sedes da Copa de 2014 e fazia atividades específicas com o pessoal que passava por ali. Soube que na sexta teve bonecos gigantes de Olinda, apresentação de frevo e Maestro Spok tocando, mas não vi 😦 No sábado ia ter também, mas ninguém sabia a hora, daí não podia ficar por lá, porque tinha um niver.

Spok se apresentou aqui

Vai lá!

Entrada do Pier 17

Andei um pouco pelo local, fui pra parte de trás do Pier tirar algumas fotos (PS: uma coisa que me deixa frustrada de viajar só são as fotos… ou você só tira foto da paisagem, ou você tem que ficar pedindo ao pessoal pra  tirar foto sua – meu caso – e ainda assim sai sozinha em todos os cliques. Fora que você acompanhado pode pedir a pessoa que tirou a foto pra tirar várias até uma ficar boa e pedindo a alguém pode acontecer de sair uma merda e você não vai pedir de novo – o que aconteceu muito comigo hehehe). Andando de volta pra pegar o metrô, descobri que tem uma ruazinha em frente ao Pier 17, acho que é a Fulton Street, aonde tem vários barzinhos, restaurantes e feirinhas no fim de semana, além do Fulton Market; é bem legal de andar e é agradável pra ficar uma tarde toda, ou fazer um happy hour. Tinha música ao vivo e tava bem animado! E o bom é que você pode descer na parada da Fulton Street mesmo e ao atravessar a rua já tá lá e no Pier praticamente. Enfim, fiquei por lá um pouco, depois resolvi voltar pra casa, porque tinha que me arrumar pra ir pra o brunch no Max Brenner com as brasileiras.

Vista do Pier: Brooklyn Bridge

Pier 17

Fulton Street

O Max Brenner é um restaurante localizado na Union Square (fica do lado direito da saída do metrô que eu peguei, bem pertinho) e que tem como especialidade seus pratos feitos com chocolates, incluindo sobremesa. Hoje em dia eles tem breakfest, brunch e lanches diversos, mas todo mundo que vai pra lá investe mesmo nas sobremesas, que são especialidade da casa. Eu comi uma pizza deliciosa de mussarela, que no menu dizia que era individual, mas que poderia ter servido dois tranquilamente, e depois dividi com as meninas um fondue de chocolate que vinha chocolate branco, preto e caramelo, além de frutas variadas, brownies e marshmellows, e um crepe de banana com nutella e calda de chocolate (digo logo: 10 a 0 o crepe do La Plage, viu? Bem mais gostoso hehehe). Ah! E se quiser ir sem preocupações, é bom reservar a mesa antes, porque lá vive lotado. Sim, só pra situar: as duas Marianas estudam comigo na escola. Até semana passada, as duas eram da minha sala, mas agora que a professora saiu, elas ficaram em salas diferentes e só uma tá comigo. A outra, Anita, é prima de uma delas e tá estudando dança e outras coisas por aqui. Elas três são de Ponta Grossa, no Paraná e estão dividindo apê juntas nesses 3 meses que ficarão aqui. São ótimas! Depois do Max Brenner a gente deu uma voltinha na Union Square pra conhecer o local, ficamos dando uma olhadinha nas coisas da Sephora que tinha lá e fomos pra casa. Elas iam pra uma balada de noite comemorar o aniversário de uma das Maris, aí me chamaram pra ir e eu aceitei, pra poder dizer que fui pra uma baladinha em NY antes de ir embora hehe.

Pizza para uma (eu disse uma) pessoa

Fondue delícia!

Voltei pra casa, dei um tempinho pela internet e fui me arrumar. Olhe, tem coisa pior do que tentar se montar pra uma balada no calor? Antes de me trocar e de terminar a maquiagem, eu já tava molhada de suor. Fora que tava tão quente que fiquei com preguiça de experimentar as opções de roupas que eu tinha e coloquei o primeiro vestido que apareceu. Abuso! Peguei o metrô nas carreiras, porque me atrasei nessas arrumações calorentas e desci na Lexington Av/59th pra ir pra casa delas, que íamos fazer um esquenta antes. Só de ter andado as 3 quadrinhas pequenas do metrô até lá, cheguei suada, PQP. Ficamos lá conversando, ouvindo música e tomando vodka com red bull (que saudade deu das baladas do Brasil!!). Acabou que o papo foi tão bom que saímos tarde e tivemos que lutar pra conseguir entrar numa balada.

Mari (morena) soprando a velinha com Anita

Fomos pro Meatpacking District, que é onde tem o foco de baladas e bares descolados de Manhattan e saímos migrando de uma pra outra, mas o negócio tava complicado. Primeiro fomos na Boom Boom Room, mas tava fechada, ai ficamos na fila pra tentar entrar em outra, mas na hora H, quando já estávamos na porta e totalmente brothers do segurança, chegou um promoter assexuado filho da puta e começou a barrar homem, mulher e cachorro que tivesse na fila. Foi super grosso e mandou a gente ir curtir a noite em outro lugar (com essas palavras exatamente!) Depois a gente foi pra Oak 1 e, idem, nada de colocarem a gente pra dentro. Eu não sei se foi nossa roupa, ou se acharam a gente com cara de feias, ou de putas, ou sei lá, mas era cada joinha entrando, que eu não entendi o critério de seleção das pessoas. Claro, se você tiver sido convidado pelo promoter, ou pelo DJ, ou algo do tipo, fica mais fácil, mas tem gente que não tem esses contatos e entra mesmo assim. Daí a terceira da lista foi a SL, aonde outro segurança simpático mandou a gente procurar opções de divertimento mais acessíveis, e por fim fomos para no Veranda, que já nem sei se ainda era no Meatpacking, só sei que deixaram a gente entrar, mas eu já tava tão frustrada, que nem me diverti. Fora que aqui pode fumar na balada, aí já comecei a ficar irritada com a fumaça ao meu redor. E depois de 1h e de muita gente feia e brega se esfregando na pista de dança (por que americano adora dançar se esfregando?) e de a gente ter ficado num canto morgadas, resolvemos ir embora mesmo, que já tinha dado pra gente (e coincidentemente, a balada acabou nesse mesmo intervalo hahaha). Juro que senti falta das filinhas de antigamente do UK, pelo menos nenhum segurança chegava pra lhe “homilhar” hahaha.

De lá fomos na espelunquinha da esquina comer uma pizzazinha legal e fomos pra casa. Ainda fiquei treinando meu espanhol com o vendedor, que era latino (claro!) e me divertindo com os travecos que passavam por lá montados no visu de night. No final das contas foi divertido.

 

 

 

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